Fonte:
Tecmundo
“A comunicação é uma das funções mais básicas
do ser humano, mas, infelizmente, muitas pessoas têm dificuldade em realizá-la por
conta de problemas de saúde ou necessidades especiais.
Esse é o caso da filha de Carlos Edmar Pereira,
CEO da empresa Agora Eu Consigo Tecnologias de Inclusão Ltda. Para ajudar a
filha, portadora de deficiência cerebral – e muitos outros que compartilham uma
situação similar – a se comunicar com mais facilidade, Carlos desenvolveu o
aplicativo Livox (Liberdade em Voz Alta) em conjunto com uma equipe de
analistas de sistemas, fonoaudiólogos e terapeutas.”
Tecnologia avançada para
ajudar quem precisa
O software está presente em muitas APAEs (Associação de Parentes
e Amigos dos Excepcionais) do Brasil e ajuda pessoas com as mais diversas
dificuldades a se comunicarem com maior facilidade.
Livox utiliza muitos recursos interessantes: touch
inteligente que corrige o toque imperfeito de uma pessoa com deficiência,
conteúdo educacional, compartilhamento de conteúdo entre tablets, algoritmos
que adequam a experiência às pessoas com deficiência motora, cognitiva ou
visual, teclado virtual inteligente e muito mais.
Premiado pela ONU
Destaques como esse não
passaram batido pela comunidade, e Livox foi reconhecido pela ONU como o melhor
aplicativo de inclusão social do mundo. Além de ter ganhado um prêmio, o
software é objeto de estudo científico no Hospital das Clínicas em São Paulo.
Nesta semana, o aplicativo será apresentado para investidores privados e
públicos na Reunião Anual dos Governadores do BDI (Banco Interamericano de
Desenvolvimento).
A iniciativa já atinge mais de 10 mil usuários em todo
o país, ajudando as pessoas com dificuldade a exercerem uma função básica do
ser humano com mais facilidade.
Art. 4o Toda pessoa com
deficiência tem direito à
igualdade de oportunidades
com as demais pessoas e
não sofrerá nenhuma espécie
de discriminação
(Capítulo II, LEI
13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015.)
Garantir pleno acesso
ao currículo em condições de igualdade e ainda promover o
exercício da autonomia
aos estudantes com deficiência, conforme indica a Lei 13.146,
é tarefa que chegou às escolas como um convite à
reinvenção de práticas há muito
tempo arraigadas.
Esse é apenas um exemplo do que temos na tecnologia
hoje para ajudar na inclusão digital, mas também temos alguns aplicativos como
o Hand Talk para a tradução de palavras digitadas para Libras, o ABC Autismo
que auxilia no processo de alfabetização no mundo inteiro de crianças com o
transtorno de desenvolvimento e o Aramumo é um jogo que auxilia na educação de
crianças com dislexia.
FATIMA LISBOA SANTOS

